É uma Eugenia microphylla (ou talvez uma Eugenia sprengelii, mas desconfio que seja a mesma coisa). Não confundir com a Pitangueira, que também é uma Eugenia (Eugenia uniflora). Essa tem o nome comum de Eugênia ou Murta. É muito usada em topiaria, possui muita ramificação, folhas pequenas e abundantes, flores brancas pequenas e frutinhos vermelhos.
Pela ramificação abundante, possibilidade de flores e frutos, passa a ser uma espécie muito interessante para a cultura em bonsai. Já faz um bom tempo que eu queria fazer uma, mas procurava um exemplar menor. Como não encontrei, fiz esse mesmo, com 40 cm de altura. Originalmente, a planta tinha uns 55 cm… Tirei cerca de 70% dos galhos originais. Vamos ver como vai progredir. É o meu primeiro exemplar seguindo a linha naturalística (estilo que não é tão desenhado, como os clássicos japoneses, mas deve ficar parecendo que a mão do homem nunca tocou na árvore. Uma verdadeira árvore em miniatura), que tem como maior expoente o Sr. Walter Pall, da Alemanha.
Pessoal, eu estive no último sábado no Rio de Janeiro para uma oficina da SBBo na Chácara Tropical, no Itanhangá. Um lugar cercado de verde mas, apesar disso, o calor estava realmente muito forte… Plantas maravilhosas estão lá, algumas com valor quase incalculável. E mais incalculável ainda, foi poder conhecer e ver trabalhar o Roberto Gerpe, um dos maiores bonsaístas brasileiros (eu acho ele o melhor). Uma pessoa extremamente simpática e aberta. Com ele aprendi muito mais em um dia do que desde o começo na arte. Mas chega de palavras. Vamos às fotos:
Pessoal, no post anterior eu comentei que procurei por uma planta para se ajustar a um desenho. Então quero mostrar aqui alguns dos meus desenhos para talvez alguém encontrar uma planta para eles…
Amigos, não atentem para a estética, porque ela está sem freio de mão… Vai crescer solta, sem podas, até o fim do inverno. O objetivo será o de obter uma grande massa foliar para depois selecionar melhor. De qualquer forma, ela será sempre uma cabeluda, tanto porque gosto de grandes massas de verde quanto por produzir um número muito maior de flores. Como ela está cheinha, apesar das chuvas (senão seria um absurdo de foto), gostaria de compartilhar com vocês…
Amigos, caminhando ao lado da arte do Bonsai, existem alguns outros arranjos estéticos que enriquecem e acabam fazendo parte do nosso arsenal. A arte do ikebana, por exemplo, ou o suiseki. Suiseki é a arte de visualizar pedras. São pedras que podem dar a impressão de uma paisagem ou de um animal ou forma definida. Podem ser apresentadas sobre uma bandeja com água ou areia ou então sobre uma base de madeira (daiza) confeccionada especialmente para aquela pedra seguindo seus contorno. Existem alguns suisekis maravilhosos. Além do suiseki, uma arte que é até mais antiga do que o bonsai japonês, é o penjing chinês. Neste caso pode representar uma única árvore (fica igual ao bonsai, mas pode ter alguma decoração) ou uma paisagem em miniatura, usando pedras, árvores, água, elementos decorativos como pessoas ou pontes, casinhas, etc.
Hoje eu fui procurar pedras para fazer um bonsai no estilo raiz-sobre-pedra, que me parece ser muito interessante e nunca havia tentado. Mas encontrei uma pedra bem bacana que me deu imediatamente a impressão de ser um rochedo, uma ilha no Oceano Pacífico. Daí coletei musgo, limpei a pedra (não demais, porque queria um aspecto bem rústico) e comprei um prato branco bem bonito (e caro, infelizmente…) e um vidrinho de anilina azul. Depois foi só decorar a pedra com musgo (ainda precisa pegar) e o prato com areia. Colocando água com tintura azul, dá-se o efeito de “águas do pacífico”. O resultado é esse:
O resultado me agradou bastante, mas estou em dúvida se se trata de um suiseki ou um penjing. Mesmo sem usar árvores, constitui um penjing por parecer uma paisagem em miniatura: uma ilha no pacífico vista bem de longe.
Amigos, como publicitário, diretor de arte, estudei e continuo estudando as técnicas e teorias que levam à apreciação de uma arte qualquer. A teoria da cor, por exemplo, permitiu um rápido crescimento nas misturas e tonalidades que surgiram na pintura do renascimento. E também na televisão, que sintetiza todas as cores visíveis pelo olho humano usando 3 apenas como base. São teorias científicas que tentam explicar a estética da mesma maneira que a música é uma função matemática (as notas são identificadas matematicamente e o encadeamento delas segue uma rigorosa estrutura matemática que se chamou de acordes, escalas, etc.). Não são teorias que explicam a subjetividade ou a emoção ressentida, mas apenas o porquê de uma grande obra ser harmônica ou não.
Uma das teorias mais estudadas em design, de arte ou industrial, é a teoria da Gestalt, ou estudo da forma. Sou adepto da escola gestaltista e procurei analisar alguns bonsai sob a ótica dessa teoria. Lembrando sempre que se trata de uma teoria apenas. Como acho legal e necessário dividir o conhecimento com todos de forma a crescermos com o debate e o estudo, escrevi um artigo ilustrado sobre a teoria da Gestalt aplicada à Arte do Bonsai. Está aqui para leitura em arquivo PDF. Para facilitar baixar, recomendo um clique com o botão direito e depois salvar link como…
Pessoal, desfolhei!!!
Muita coisa interessante pode-se observar agora. A grande massa foliar que estava presente dificultou ver alguns defeitos na construção dos galhos. Na copa, alguns estão grossos demais e o tronco nesta parte parece reto na frente atual. Outro defeito que pode ser visto no detalhe é que a cicatriz resultante da quebra da antiga copa, está com um aspecto muit artificial e feio. Preciso usar o alicate bola para deixar uma cicatriz mais irregular e natural na área. Em relação aos galhos grossos da copa, vou passar a podá-los sistematicamente, deixado do tamanho que estão e parando seu engrossamento. Ao contrário, nos galhos baixos, é preciso que se desenvolvam para os lados e que engrossem bastante, por isso passarão uma temporada inteira sem podas. Em relação à retidão da copa, é só escolher uma nova frente. O nebari que está muito interessante permite várias frentes possíveis e interessantes. É questão apenas de composição.
Vejam novamente as imagens, a estrutura, o ambiente…
Essa florestinha vai virar um penjing (bonsai chinês onde é composta uma paisagem, com elementos adicionados, formando um lago, praia, pode ter animais, pontes, etc…) com alguns animais, pedras…
A idéia é compor um local impossível: um bosque céltico com jabuticabeiras!!! Pois fico imaginando druidas passando pelas árvores, animais como esquilos, pássaros… pessoas numa carroça subindo a estradinha…
Vou agora procurar os elementos necessários para compor isso e posto aqui o resultado. Será a união da flora brasileira com a história européia!
Hoje (30 de dezembro) foi um longo e maravilhoso dia. Fiz mais uma visita ao Luciano Benyakob, de Teresópolis. Desta vez acompanhado dos amisgos Marçal Lemos e Fábio Nery. Bati algumas fotos, mas não tanto quanto queria, pois as baterias recarregáveis me deixaram na mão… O Luciano nos levou a um lugar com plantas (mudas ou árvores) até dizer chega! Lá comprei uma caliandra (yamadori na hora) e 9 mudas de jabuticabeira, com a idéia de fazer uma florestinha shohin. Eu tinha um vaso que havia ganhado de presente e não sabia o que fazer com ele. Achei que daria para fazer uma floresta… O resultado é esse aí:
A jabuticabeira é minha espécie brasileira preferida! Nesta florestinha, a maior árvore tem cerca de 20cm.
O negócio agora é deixar brotar, crescer durante um ano e depois mudar para um vaso decente, porque esse sinceramente, é horrivel… Mas me foi dado…
Estou louco para ver o resultado. Aguardem o próximo mês de novembro…
Aproveito também para mostrar uma foto inusitada: minhas plantas vistas da rua:
É uma loucura, mas estão ali 27 árvores! Tem de tudo: ficus(2), serissas(3), áceres (4), zelkova, sharinbai, buxinho, ipê amarelo, jabuticabeira, bougainville, jacarandá, copaíba (2), etc…
Um detalhe… As manchas na parede do prédio estavam ali antes mesmo de eu me mudar… Não sou eu…
Amigos, este 25 de dezembro aproveitei para ir ao sítio dos meus pais almoçar com eles e fazer alguns alporques numa jabuticabeira. Também verifiquei como estavam indo as mudas que plantei no chão. Ao voltar para casa, resolvi tirar algumas fotos para postar aqui, mostrando um pouco mais da minha instalação… As estacas de ficus retusa eu fiz no domingo passado. A piracanta mame também foi trabalhada no domingo. Nas fotos, também tem algumas do Ácer Tridente que eu havia desfolhado no dia 13 deste mês e dá para ver o quão bem ele está rebrotando. Muitas novas ramificações à vista.
Agora, 2 meses depois, toda a parte de cima morreu… mas embaixo as coisas não param. Então resolvi trabalhar a parte morta. Ela está assim agora:
As raízes já estão começando a sair por baixo do escorredor. Hora de levar para a mamadeira (bacia grande com muito esterco.) O resultado será um engrossamento drástico do tronco. Só não sei como isso vai evoluir com aquela parte morta ali… Veremos.
Pessoal, ontem eu resolvi mudar a cobertura do Ficus de pedrinhas brancas para musgo. O objetivo não é exatamente estético, mas manter a umidade com o sol forte que temos tido de vez em quando. Além disso, como minhas plantas ficam em parapeito de janela, uma chuva mais forte sempre escava um pouco. Com o musgo por cima isso não acontece. E hoje eu levei o Ficus até a TV para filmar. Acho que como tem muitos ramos, uma foto não permitia distinguí-los muito bem. Então aí vai o vídeo. Música “Divano” do Era.
Amigos, eu havia identificado erroneamente esta planta, como sendo um Ficus benjamina. É, na verdade, um Ficus Boni. Uma espécie que quebra galho só de olhar torto para ela. Muuuuuuito sensível… Mas tem uma brotação maravilhosa e cresce muito rápido. Gosto dela.
Há 11 dias postei essa Sibipiruna que havia trabalhado com vistas a ser mais um mame.
Na ocasião, havia visto num fórum francês uma discussão sobre modelagem de uma planta, com muitas voltas loucas… Pensei que poderia fazer isso com a minha também e fiz essa projeção no Photoshop:
Depois de três dias fiz a modelagem com arame e ráfia. Como havia sido transplantadahá pouco tempo, quase todas as folhas caíram. Mas já estão brotando novas folhagens! Agora está assim:
Como está brotando com bastante vigor, estou bastante otimista. Por causa da ráfia, as curvas originais estão escondidas, mas acho que está ficando interessante. Aos poucos irei dobrando ainda mais… e corrigindo o ápice para ficar mais reto, como na projeção anterior…
Esse é o meu pequeno bosque composto de Serissas (Serissa Phoetida variegata). Eram estaquinhas da serissa maior e vingaram neste vasinho. A maior tem 11 cm de altura. Gosto demais dela, pois está brotando bem forte agora. Os próximos passos serão: deixar crescer e encorpar e depois fazer uma nova seleção de galhos para equilibrar o conjunto.
Amigos e frequentadores do blog. A partir deste mês (assim que a tv me der um tempo) começarei a publicar aqui algumas matérias sobre o mundo do bonsai. Serão dicas de sites, fóruns de discussão, artigos e oportunidades. A idéia é criar aqui no blog uma página que seja uma revista eletrônica sobre bonsai. Espero poder contar com a contribuição de vocês, pois é isso que faz crescer um blog.
A primeira matéria será sobre o site do Atelier do Bonsai e seu fórum. Conversei com o mentor Mário Alberto Garcia Leal e teremos uma entrevista e dicas do mestre. Seguirão alguns artigos de revistas e sites internacionais adaptados e traduzidos para o português. Também pretendo fazer resenhas de sites e outros blogs, indicando o que é muito, bom ou que não vale a pena. Assim espero poder ajudar àqueles que estão começando e têm dificuldades em encontrar material para estudo.
Aguardem! Muitas novidades virão aqui neste blog que terá também este mês um domínio próprio. Mas não deixará de ser um blog, isto é, as postagens e dicas serão pessoais. Apenas existirá uma página agregada com a revista… isso acontece num momento em que meu provedor me avisa de que estourei o tráfego limite. E ainda estamos no meio do mês!!! Isso mostra o quanto este blog tem sido frequentado e o quanto ainda pode crescer. Agradeço a vocês por isso. Um blog é pessoal, mas o que faz ele vivo são os frequentadores.